
Letra: Kiko Klaus
Música: Kiko Klaus, Robério Pitanga e Carlos Jaramillo
Se você partiu foi por algo concreto
Nao será mais objeto do meu desejo possível
Mas impossível é nao pensar em você daquele jeito
Que só meu pensamento sabe como é imprevisível
Mas tudo bem
Vai em paz
Nao penso mais que isso possa ser real
Sei que é normal
Fantasiar coisas loucas
Mas isso tava mesmo na hora de acabar
tudo bem...
Se você partiu foi por pura ironia
Do destino que nao viu nossa história dar certo
Mar aberto proibido , com bandeira vermelha
Utopia esquecida num passado tão perto
Mas tudo bem
Vai em paz
Não penso mais que isso possa ser real
Sei que é normal
Mas isso tava mesmo na hora de acabar
tudo bem
tudo bem...
Letra: Kiko Klaus
Música: Kiko Klaus, Carlos Jaramillo
O cantos que vejo
Sussurram segredos
Que podem ser a revelação
De toda verdade
Mas que caridade
Pode criar a menina triste do sinal ?
A calçada , os paralelepípedos
Os bares , os trilhos
São meus , mas são dela
Ascendo uma vela para Nossa Senhora
O que sou agora ?
E o que será dela ?
Ascendo uma vela pra Nossa Senhora
Lá se vai a vida
Não se leva nada
Fora a verdade
Que está perdida
Letra e música: Kiko Klaus
A flecha no pescoço
A pedra na costela esquerda
Os bárbaros que somos hoje
Quase não podemos flutuar sem tempo
Continuar
Deixar levar-se , levar
Sem precisar carregar
Essa armadura quebrável
Que sim, marca este tempo
Para todo quem que esqueça
Desapareça aparecendo
Achando que é só isso e mais nada
Uma jarra quebrada sem conserto
Não existe ação sem reação
Nao existe sabedoria sem compaixão
Nem espaço sem energia
Nem mesmo a sala mais vazia
Mas o fogo está cruzado
O sinal está fechado
Fica difícil entender
Fica difícil lembrar
Fica difícil sentir e ter que seguir cego o caminho
Até que passe um tufão e mude tudo
Faca calar o mundo
Falar o mudo
Jogue todas as flechas no ar
Faca girar a dor e o prazer
Não existe açao sem reação
Não existe sabedoria sem compaixao
Nem espaço sem energia
Nem mesmo a sala mais vazia
Letra e música: Kiko Klaus
Tira o céu dessa avenida para não arranhar o céu
Tira o chão dessa avenida , vai aliviar o chão
Tira o sol dessa avenida , que as flores mortas servirão
De tapetes pros carros , esmola pro cidadão
A vista vai estar ali ao lado cega, completamente cega
E nem óculos biônicos poderão fazer ver
Os tristes cegos que viviam lá
Mas quando eu ponho meus óculos não posso mais ver nada
Quando ponho meus óculos não posso mais ver
Mas quando eu ponho meus óculos não posso mais ver nada
Quando eu ponho meus óculos não posso mais ver
Música: Kiko Klaus / Carlos Jaramillo
Em contradição
O amor e a saudade
extradição
Vou cansar de saber
Que estou no meu próprio lugar
Mas é como se estivesse longe
De todo lugar que deixei
E ainda nao fui mas irei
Mesmo estando aqui estarei lá
Transitando o intransitável
Falindo o infalível
Bebendo o intragável
Mas feliz por não estar em nenhum lugar
Exatamente
Mas em todos que a lua toca e sente
Que é vista por gente
No seu próprio lugar
Num lugar diferente
Lugar comum
Letra: Kiko Klaus
Música: Kiko Klaus/Carlos Jaramillo
Ela quer
Ser levada numa valsa como a flor
Que tem chão mas é leve
Perfuma a vida
Toda alma que a toca
Ela vem
Quase como quem não quer nada e conquista
Arrisca em seu jogo
De pureza e melodia
Eu sonhava sem saber
Que meu sonho era realidade
Mas quando sonhava queria dizer
Te amo
Mesmo sem saber teu nome
Solidão
Assim sempre tão longe corta o peito
As horas não passam
Então volta o tempo como se fosse ontem
Que eu sonhava sem saber
Que meu sonho era realidade
Mas quando sonhava queria dizer
Te amo
Mesmo sem saber teu nome
Letra e música: Kiko Klaus
Cada coração
Entende a dor a sua maneira
Enquanto espera
Enquanto chora
Vacina pura
A própria cura
A flor escura que clareia ao sol
Que clareia os olhos
Enquanto dorme-se e acorda-se
E a insubordinação da vida
Às vezes vara
Espora dura, ou estrela
Na água azul e verde do mar
As ondas são todas diferentes
E vão bater em algum lugar
Dilacerar, incandescentes
Alimentar, apaziguar
Letra e música: Kiko Klaus
Como tarde de chuva e solTento não perfumar a flor
Mas se nem Severina resistiria
Como é que eu o faria ?
Teria que apagar tudo
Nem candeeiro , nem vela
De muito longe poderiam revelar
Tua aura , Isaura dos desejos mais loucos
Das cartas marítimas do meu corpo
Se provo do teu olhar ...
Letra: Kiko Klaus
Música: Kiko Klaus/Alexandre Mourão
Se todo deserto tivesse essa areia
Não precisaria nem de oásis
Toda noite seria lua cheia
E todas as luas seriam feitas de areia
Areia
Clareia o mar
Encandeia
Os olhos da tempestade com seu olhar
E toda espécie que existisse na terra
Esqueceria a guerra por lembrar
Que não haveria lugar pro rancor
No mundo de Areia só se sabe amar
Areia
Clareia o mar
Encandeia
Os olhos da tempestade com seu olhar
Se todo oceano tivesse essa areia
Não faltaria peixe pra pescar
Não faltaria pao na boca do pobre
E Deus seria Buda, Jesus, Iemanjá
Areia
Clareia o mar
Encandeia
Os olhos da tempestade com seu olhar
Música: Kiko Klaus e Thiago Nunnes
Duas sementes plantadas nao significam dois pés no chão
Se sua porta é marcada
Não tenha certeza que o jogo acabou, meu irmão
A chuva encanta a terra e grita
Chuva não berra, a terra grita
A terra grita, berra, chora
A chuva demora
E o homem
A terra come
E o homem
A terra come
A sede atravessa a garganta
Sede come as entranhas do homem
O homem entorna a mágoa
Esquece a sede e mata a fome
A Terra é quem berra
O Homem é quem some
O homem é quem enterra
Mas a terra que mata a fome
E o homem
A terra come
E o homem
A terra come












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